RSS Builder by B!Soft Novidades do Site cristão http://sitecristao.com Novidades do site pt-br roberto@sitecristao.com roberto@sitecristao.com Roberto Donizeti Soares PROFECIA DE MORTE! Fri, 11 Jul 2008 01:28:18 -0300 http://caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoCanal=0000403970 Cartas ----- Original Message -----

From: PROFECIA DE MORTE!

To: contato@caiofabio.com

Sent: Wednesday, June 25, 2008 2:46 PM

Subject: Revelações de Deus - Por favor, pastor, me responda!

 

Graça e paz!


Pastor, a semana passada fui à casa de minha pastora. Minha igreja é uma pequena congregação da Batista Renovada, e aconteceu algo que me intrigou muito.  Fui a casa dessa irmã, pois, por duas vezes, eu havia sonhado com o arrebatamento. Aconteceram coisas estranhas em meu serviço e fui a casa dela  pra orar. Durante a oração ela teve a revelação de que Jesus estaria voltando para mim, mas que Ele prolongaria meus passos sobre a terra para que eu cumprisse uma obra Dele.

 

Pastor, há oito anos perdi uma irmã em um acidente e minha família ficou muito triste.

 

Com essa revelação da minha querida irmã sobre  mim, comecei a ficar deprimida, pois eu achava que em todo lugar que eu estivesse, se eu num agradasse Deus, Ele me levaria; e comecei a imaginar como meus amados, muito amados pais ficariam.

 

Pastor, fiquei com medo até de ir a igreja e uma irmã ter uma outra revelação.

 

Fiquei muito abalada e comecei até a sentir dores, creio que devem ser de fundo emocional, pois, pra piorar, perdi meu primeiro bebê com seis semanas de gestação há cerca de dois meses.

 

Moro com meu esposo em uma cidade bem longe da minha família. Sinto muito a falta deles; e, ao saber disso, tenho vivido uma angústia terrível.

 

Pastor, espero, em nome do Senhor Jesus, que me entenda. Tenho passado muita aflição com medo de Jesus me levar sem que eu faça a coisa certa. Gostaria que Ele me levasse somente depois que meus pais falecessem, e também queria ver meus netos...

 

Pastor, por favor, me responda. 

 

Eu era uma cristã muito feliz e agora ando tão abatida!... Hoje ao chegar do serviço meu esposo me disse: "Você está esquisita, parece que toda hora que você chega em casa acha que algo ruim aconteceu, ou vai acontecer!... Mude seu rosto, sorria."

 

Pastor, quero imensamente voltar a sorrir. E todo dia oro pedindo a Deus que prolongue meus dias na terra, por misericórdia. Pois uma coisa é você saber que um espírito de morte te ronda, outra é saber que Jesus está vindo te buscar. Espero que entenda minha aflição, me ajude.


Ah! Que o Senhor Deus te ilumine e te guarde, em nome do Senhor Jesus.

 

Ps: Esqueci de dizer que nessa oração ela disse que Deus me daria uma grande bênção, mas que em seguida viria uma grande tribulação. Fiquei muito assustada e preocupada. Ela é uma irmã muito querida, Deus faz maravilhas com ela, muitas pessoas tem aceitado a Jesus, mas a minha dúvida é a seguinte: se Deus é amor e alegria, eu filha Dele, posso tê-lo como um Deus que provoca angústia? Sei que Ele me ama e quero voltar a ser feliz, a ter a paz de espírito que eu tinha e continuar falando de Jesus.


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Resposta:

 

 

Minha filha querida no Senhor: Graça e Paz!

 

 

 

Deus não é assim. Disso não tenho dúvidas. Portanto, digo a você, sem temor, que esta palavra não vem do Espírito Santo, que é Espírito de Vida e de Consolação, não de medo, de angústia e de morte.

 

Situações como a sua eu já vi aos montes. Todas falsas. Todas geradas pela “carne”. Todas feitas de modo leviano em relação às conseqüências psicológicas.

 

Jamais julgarei a “irmãzinha” que lhe entregou tal “revelação”. Porém, pela Palavra, devo julgar todas as profecias, e, assim, afirmo a você outra vez: Ela não falou da parte do Senhor!

 

Quando se vê na Bíblia Deus decretando a morte, sempre é a morte do perverso. E quando Ele disse que Ezequias iria morrer, ainda assim, ao ouvir a oração humilde do Rei, deu a ele mais 15 anos de vida.

 

No mais, é a Palavra revelada de Deus que nos diz que ninguém pode ou deve dizer quando alguém morrerá. Sim! Pois, é pecado fazer assim!

 

Muita gente fraca de cabeça, entretanto, ao ouvir tal coisa, de fato fica tão impressionada que acaba morrendo de medo.

 

Sim! O medo gera câncer, gera disfunções orgânicas diversas e somatiza-se em muitas formas de males físicos e psicológicos.

 

Tal é o poder da sugestão do feiticeiro, do bruxo e do profeta perverso ou irresponsável ante as conseqüências do que diz.

 

Ora, Pedro falara a Palavra de Deus em Mateus 16, ao ponto de Jesus dizer que aquela revelação ele recebera  do Pai que está nos céus. Entretanto, achando que de sua boca somente procediam revelações de Deus, Pedro ousou dizer algo contra o caminho revelado de Jesus para a Cruz, e o próprio Senhor o repreendeu dizendo: “Arreda, Satanás!”

 

Assim se fica sabendo que uma pessoa usada por Deus hoje, amanhã pode servir inconscientemente a propósitos perversos. Aconteceu com Pedro, por que não aconteceria com a sua “pastora”?

 

Creio em palavras proféticas verdadeiras, mas, mesmo assim, creio muito mais nelas como possibilidades do que no fato de que tudo aquilo que se chame de revelação ou profecia de fato o sejam.

 

Todavia, a maioria quase absoluta das profecias que ouvi ou ouço nesta vida são “da carne”, da vaidade, da necessidade de afirmação do “profeta”; ou são de interesses do próprio profetizador; ou, ainda, são resultantes de dons de paranormalidade humana, os quais de vez em quando se manifestam descrevendo antecipadamente fatos que vêm a acontecer, e, por tal razão, os incautos passam a ouvir tudo o que procede daquela pessoa como se fosse oráculo divino.

 

Loucura! Perigo! Insensatez!

 

Você sonhou com o “arrebatamento” e a “profetisa”, não podendo dizer quando Jesus voltará, preferiu criar um “arrebatamento privado”, ou seja: um arrebatamento somente para você, o que, em tal caso, é a sua morte.

 

Não creia no que ela disse a você. Digo isto em nome de Jesus e de tudo o que Deus revela de Si mesmo aos homens em Cristo!

 

Pergunta:

 

Essa “profetisa” é casada ou solteira? Se for casada, pergunto: Vive bem com o marido? E mais: como ela trata o seu  marido?

 

Digo isto porque não raramente pessoas me contam histórias de “profetisas” que profetizam a morte de mulheres por interesse em seus maridos. Aqui mesmo no site [www.caiofabio.com] você poderá ler inúmeras cartas que revelam tais atos sórdidos de falsa piedade.

 

Entretanto, mesmo que não seja nada disso, ainda assim digo a você que tal palavra não veio de Deus, posto que Ele não é Deus de confusão e nem de angústia. Não! Tal “profecia”, no mínimo, veio da loucura dessa irmã, sendo que o diabo se aproveita de tais coisas para enlouquecer a pessoa, fragilizá-la e, muitas vezes, adoecê-la até a morte. 

 

É a sua mente que está se encarregando de ir cumprindo tal mentira!

 

Portanto, pare com isso.

 

E mais: procure um lugar sadio para freqüentar. E mais: conte ao seu marido a tal profecia, e diga a ele que não deseja mais fazer parte de tais sessões de projeções de morte!

 

Jesus disse a Pedro [João 21] como Pedro haveria de morrer. Então Pedro quis saber como seria o “fim de João”, que caminhava na mesma trilha alguns metros atrás. Jesus, porém, disse a Pedro: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, vem e segue-me!

 

Se Jesus quiser (e não o vejo agindo assim tanto no Evangelho quanto na experiência do viver) falar de sua partida, saiba: Ele mesmo falará a você, o que é totalmente improvável, posto que não é assim que se o vê agindo.

 

Saiba:

 

Se você esquecer essa loucura e educar a sua mente apenas no Evangelho, e não em profecias e revelações de homens, não só você sepultará seus pais, como verá seus filhos e netos.

 

Veja, todavia, o poder diabólico das palavras da profetisa: sua paz se foi, sua alegria desapareceu, seu futuro minguou, sua mente está no inferno das aflições e, agora, até o seu casamento começa a ser prejudicado.

 

Assim como você está, seu marido se cansará de você, pois, não apenas você já está com a cara da morte, mas, também, já deve ter perdido toda alegria de fazer amor com ele!

 

E mais: quem pode engravidar trazendo tal espada de morte sobre a cabeça?

 

Assim, na autoridade do Evangelho da vida e da esperança eu digo a você:

 

Descanse e viva em paz, pois tal “profecia” não vem de Deus, e sim do espírito da morte.

 

Entretanto, se você se alimentar do medo que a profecia encetou em você, sua mente “fabricará” todos os males deste mundo, e você, com mais medo ainda, entregar-se-á à calamidade projetada.

 

Pare com isso!

 

O justo viverá pela fé!

 

Não ande jamais baseada em profecias. Leia o Novo Testamento e os Salmos. Encha a sua mente da Palavra. E não mais se dê ao trabalho de buscar “tais consultas”, pois o resultado, mais cedo ou mais tarde, é sempre esse: o “profeta” surta; e, então, começa a querer ser “Deus” para as pessoas. Então se torna, sem querer, instrumento do diabo.

 

Fuja desses!

 

Não temo ter lhe dito nada do que lhe disse!

 

Ora, eu creio que também tenho o Espírito de Deus; e mais: creio que ando no discernimento do espírito do Evangelho segundo Jesus, que é Um com o Pai, que é Amor.

 

 

Creia e viva!

 

 

 

Nele, que só nos diz que basta a cada dia o seu próprio mal,

 

 

 

Caio

 

2 de julho de 2008

Manaus – AM

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A FOBIA DA MORTE: um discernimento essencial ter, 8 jul 2008 01:12:41 -0300 http://www.sitecristao.com Reflexões O autor do livro de Hebreus nos diz que Jesus veio destruir aquele que tem o poder da morte; a saber: o diabo. E, além disso, veio para livrar aqueles que pelo pavor da morte estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.

 

Para mim poucas revelações espirituais são tão fortes e essenciais para o bem da alma humana quanto as duas acima referidas.

 

Assim, se fica sabendo que o diabo tem o poder de operar pelo medo da morte, visto que ele não é senhor da morte; pois há Um só que é Senhor de todas as coisas: Aquele que tem o poder sobre a vida e morte, pois é o Criador da Vida, o qual, morrendo na Cruz, Ressuscitou da Morte.

 

Portanto, o diabo tem o poder da morte pela via do medo que a fobia da cessação da vida faz gerar nos mortais.

 

Ele, o diabo, nunca decidiu quem vive e quem morre. O livro de Jó deixa isto mais que claro. No entanto, a fobia da morte é a pulsão humana que ele mais usa a fim de manter os filhos de Adão sob cativeiro.

 

E como isto acontece?

 

Se os homens morreriam ou não no corpo antes de haverem comido do fruto da árvore do conhecimento referencial do bem e do mal, não é de fato importante. Não para mim, em nenhuma perspectiva. O que de fato importa é que aquele “ato” de comer do fruto, de estender a mão e tomá-lo, mudou completamente a estrutura da percepção dos humanos; rompendo-lhes a harmonia com Aquele para Quem não há vivos e nem mortos, pois, para Ele, todos vivem.

 

Desse modo, mediante tal ruptura os humanos conheceram a morte nos ambientes imediatos da percepção da existência física. Pois, em não existindo a percepção da cessação física como “morte”, o fato-epistemológico dessa não-percepção, faz a morte inexistir como sentimento, visto que, nesse caso, já se está para além de questões como morte e vida. Digo: isto antes de se saber-conhecer a morte, conforme ‘percepcionalmente’ viemos a conhecê-la.

 

Ora, se antes do “comer do fruto” eles também morriam, tal fato não era sentido, posto que a harmonia total com o sentido da vida no Criador lhes dava a visão não da morte, mas da absorção da vida pela Vida.

 

Por outro lado, se “não morrer”, no Gênesis, de fato e literalmente significa “ser imortal no corpo”, então, a ruptura causou a mesma coisa no nível da percepção, idêntica ao que geraria se eles morressem sem sentir a morte como “morte”.

 

Portanto, como disse, para mim, em nada faz diferença. E se alguém alegar que a não-importância da morte física em sua literalidade afeta o significado da ressurreição física de Jesus e de nossa própria ressurreição no corpo, digo que não é assim; pois, de fato, Jesus ressuscitou no corpo e nós no corpo também ressuscitaremos, posto que Deus, em Cristo, está restaurando todas as coisas; e, entre tais coisas, está o corpo; o qual, uma vez ressuscitado, já não será feito desta “carne mortal”, mas sim de algo de natureza imperecível.

 

Mas voltemos à fobia da morte, usada pelo diabo a fim de manter os mortais humanos sob escravidão.

 

Quase tudo (se não mesmo tudo) o que se faz nesta vida, é feito por nós em razão da pulsão constante e inconsciente do “pavor da morte”.

 

Assim que as menores noções de tempo começam a se instalar em nós, logo se percebe o surgimento de uma aflição essencial na alma humana. Começa a surgir uma urgência, uma impaciência inexplicável, uma ânsia de viver.

 

Às vezes já na infância essa angustia está presente. Na minha estava, e com muita intensidade. Ao chegar à adolescência ela explode como fogos de artifício. É ainda a primavera da vida escondendo a fobia da morte com belas cores. Na idade adulta ainda bem jovem, a fobia da morte se veste de responsabilidade e até de neurose. Tem-se que produzir a fim de “ser alguém”. E, em tal estado, casar, ter filhos, ganhar dinheiro, adquirir confortos, alcançar posições importantes, construir um nome, uma reputação, etc... — são também “folhas de figueira” a esconder a fobia essencial: o medo da morte.

 

Sim, porque cada vez mais a mente vai fazendo a contagem em ordem decrescente; e faz isso de modo cada vez mais consciente.

 

Ao se atingir a meia idade, então, mais do que nunca antes, cai sobre a alma a angustia de olhar para trás, e ver o que não foi feito, provado, sentido, gozado, aproveitado — todas as árvores do jardim —; e, ao mesmo tempo, olhar para o hoje e, quase sempre, vê-lo indigno dos nossos sonhos; sejam exteriores ou interiores; o que, imediatamente, nos remete com sofreguidão para a perseguição de tudo o que não se teve, e que precisamos alcançar nos anos que nos restam.

 

Por essa razão, em geral, a meia-idade promove mais mudanças do que se pode imaginar.

 

A fobia da morte está muito maior em nossos dias, com todo o cenário de extinção apocalíptica que já se faz sentir, consciente e inconscientemente por todos os humanos.

 

Quando, porém, se chega ao inicio da velhice, então, uns se desesperam; ou se tornam amargos; enquanto outros se conformam, ficam quietos ou buscam refugio na religião, ou em qualquer forma de bem a ser feito aos outros como quem afofa o leito da própria morte.

 

No entanto, mesmo os conformados, em sua maior parte, conformam-se em razão de crerem ou esperarem que suas “pequenas barganhas” com Deus, feitas de esmolas e caridades, lhes dêem um lugar no céu... Quem sabe?

 

A existência humana é esse briga permanente com o tempo que se tem, até a primeira juventude adulta; e, depois, é uma angustia contra o tempo que já não se tem, que é quando a fobia da morte vai se tornando um pânico consciente e cada vez mais escravizante.

 

É pelo poder de incitar o medo da morte que o diabo faz o que quer conosco!

 

É em razão do medo da morte que as meninas se entregam a quem não querem, os homens conquistam quem não desejam, matam pelo que não lhes dará vida, trabalham como loucos como se o esforço lhes fosse agregar um dia a mais na existência, ambicionam fama, nome, reputação, dignidade, poder, variedade de experiências, provar de novos gostos, a ansiedade pelo amanhã, o stress do tempo, a impaciência total, a busca frenética por prazeres encantados, a expedição mortal na perseguição do Santo Gral.

 

É em razão da fobia da morte que muita gente vai se despedaçando pelo caminho, escolhendo qualquer coisa, aceitando tudo, não largando nada, tentando ser dono de tudo o que pode, agarrando-se a qualquer coisa como se fosse essencial.

 

É também a fobia do morrer que faz a gente ficar escravizado ao tempo!

 

“Estou com 40 anos e ainda não provei um amor arrebatador...” — diz alguém convencido de que um amor arrebatador pode salvar a alma humana.

 

“Não posso ficar só. Tenho que ter alguém logo...” — afirma alguém que diz gostar de companhia, mas que de fato tem pavor da solidão, que é também filha psicológica da fobia da morte.

 

“Não consigo ficar só. Levo qualquer um pra casa...” — alguém garante como se isso fosse uma virtude de sedução.

 

“Por que é que eu só encontro homem cafajeste?” — indaga ‘inocente’ a mulher que escolhe o que vier..., apenas pra não ficar sozinha.

 

“Tudo dá errado pra mim. Saio de uma angustia e entro logo noutra!” — diz alguém que “topa tudo”, e que se entrega por qualquer migalha, mas que reclama da vida como se fosse obra do “azar”.

 

“Trabalhei tanto que não vi meus filhos crescerem...” — chora o homem ou a mulher que, pela fobia da morte, entregou-se à síndrome dos faraós.

 

“Consegui tudo o que queria..., mas continuo infeliz!” — grita a pessoa rica e que vive sob o pânico da morte.

 

“Que é isso? A vida passa! E você vai ser marido de uma só mulher?” — dizem os amigos zumbis, inconformados com alguém que não sofrendo do pânico da morte, não aceita companhia que não se faça acompanhar de amor.

 

“Que desperdício! Uma mulher como você não pode estar linda, aos 39 anos, e sozinha. De jeito nenhum!” — assim amigas mal-amadas demandam mortal solidariedade; ou, desse modo, exigem ‘participação’ nas graças dessa mulher os homens para quem não se pode morrer sem “provar aquilo”, e dela.

 

E assim vai... E vai quase todo mundo pro buraco. E tudo isso em razão de que a vida vai acabar.

 

Então, a pessoa se deixa escravizar a tudo e a quase qualquer coisa, mesmo àquelas que ela odeia ou detesta ou nada tem a ver com ela. E isto apenas porque, segundo o fluxo deste mundo, não se pode perder tempo, pois a morte está chegando...

 

Ora, “é porque a morte está chegando” que a maioria escolhe a própria morte para dormir em sua cama, para casar, para ser sua preocupação, seu tema de brigas, sua angustia, sua separação, seus casamentos e re-casamentos, seus novos e cansados planos, suas pelejas loucas e movidas pela inveja...

 

Inveja... é também algo que nasce do medo da morte. Afinal, pensam: “... todos nós vamos morrer, mas ele tem..., e eu ainda não.” Portanto, “eu quero ser como ele”; ou, quem sabe, “quero ter o que ele tem”; e pior ainda: “quero ter o que é dele!”

 

É por causa da fobia da morte que tudo acontece, até aquilo que julgamos, muitas vezes, mais que legitimo. Aliás, todo o nosso sentido de dignidade, honra, direito, etc...— vêm do fato de que esta vida é a única que temos conforme nosso ‘sentir’; e, assim, se tudo não for resolvido aqui, o que restará de nós, de nossa memória, de nosso nome, de nossa dignidade? — é a questão proposta pelo medo do morrer.

 

Quando comecei este site, em 2003, para cada 100 cartas que recebia, umas 10 eram ofensivas. A tese básica era: “Você perdeu o direito de pregar porque se divorciou...” Depois, para cada 100 cartas, uma era assim. Hoje é uma raridade, exceto quando digo algo sobre algum “apóstolo” ou “pai-póstulo”. Então, para minha surpresa, para cada 100 dizendo “é isso aí”, há umas 10 criticando por mandado dos “interessados”; pois, até hoje, nunca recebi uma carta que não fosse de “funcionários” deles.

 

Mas por que estou dizendo isto?

 

É que logo, logo..., descobri que os que me escreviam não crêem muito em Deus, nem em eternidade, nem em verdade, nem nas coisas do coração. Para eles o que vale é o hoje como imagem de poder. Por isto também toda a “prosperidade” por eles buscada é de BMW e Limousine. Da eternidade eles parecem ter esquecido por completo. O “deus” deles se alimenta de comida da terra... Sim, do pó da Terra.

 

Ora, quando me ficou claro que eles escreviam o que escreviam porque ainda estão escravizados pela morte, e pela ambição dos poderes que devem ser obtidos nesta Terra, antes que a morte chegue; coisas essas que no caso deles significa especialmente uma “igreja grande” ou uma “imagem de ungidos”... — então, vendo que a verdade não era de seu interesse, passei a apenas responder-lhes da seguinte maneira: “Meu irmão (ã), Poderia responder muitas coisas, e, sem dificuldade desconstruir seus tolos argumentos; de quem não está interessado na verdade. Portanto, espere uns poucos anos apenas, pois, em breve, todos estaremos na eternidade. Sim, bem diante do Trono Eterno, de toda luz e de toda verdade. Então, lá, pergunte ao meu Senhor o que era e o que não era verdade!”

 

Impressionante! Ou ninguém escreve de volta; ou, então, me pedem perdão!

 

E por que é assim?

 

É que as pessoas esqueceram da eternidade porque têm medo da morte. Assim, ficam “brincando de Deus” aqui na Terra, arruinando a cabeça dos outros; e, assim, tornam-se aliados no mínimo inconscientemente do diabo, pois fazem o que ele quer. Ora, isto é assim porque o desejo do diabo é sempre alimentar o medo, não importando a qualidade do medo; posto que em Deus não há medo, pois o verdadeiro amor lança fora o medo.

 

Mas essas pessoas que me escreviam eram lembradas que eu não estou aqui “brincando de falar de Deus”; e que de fato sei que nós todos estaremos cara-a-cara diante do Trono; e logo! — afinal, o que são umas poucas décadas, se tanto? —; então, rapidamente pararam de conversa fiada, pois ficaram sabendo que o “buraco é eterno”.

 

Fobia da morte!

 

Sim, é ela que comanda tudo!

 

No entanto, Jesus veio para despojar o diabo desse poder. E, no que disse respeito a Ele, Jesus, tal poder foi e está, em-si-mesmo, despojado, conforme Paulo.

 

O problema é que a cristandade não entendeu a Palavra do Evangelho e nem tampouco aceitou Jesus. Então, foi criada essa coisa maluca que usa o nome de Jesus para infundir nos homens o medo que alimenta o poder do diabo; pois, ele, o diabo, come o medo da morte como prato frio, mas adora os salgadinhos feitos de culpa religiosa, e que são apimentadas pelo pânico em relação a Deus; o que significa vitória do diabo concedida a ele pela religião; posto que é a religião que mantém o diabo vivo, a culpa ressuscitada, e a lei matando a alma.

 

Se entendermos isto, meu Deus! Quanta coisa mudará!

 

O momento presente, todavia, exacerba imensamente este ‘sentir’ de morte. Afinal, conforme tenho aqui escrito, “os dias são maus”, e nos tornamos vizinhos das visões que João teve no Apocalipse, na Ilha de Patmos.

 

Por esta razão, agora, não somente somos atormentados pelas pulsões da morte que brotam como fontes psicológicas de natureza existencial insaciável, ainda que em sua maior parte venha do poço de nossas subjetividades, mas também, de súbito, nos vimos também abraçados pela Morte Global, e fomos avisados de que o Planeta Terra está cambaleando, cansado e abusado; e que pode vir a ter seus poderes abalados e caotizados.

 

Ora, a junção da fobia interior da morte individual com um cenário apocalíptico de morte global, tem produzido, e ainda produzirá, nas almas humanas, as maiores carências, fragmentações, ansiedades, perplexidades, angustias, pânicos, e pavores jamais antes sentidos por nenhum de nós.

 

Desse modo, mais do nunca, tem-se que andar com “o selo do Cordeiro na fronte” a fim de que não sejamos picados pelos ferrões que envenenam a alma com a ansiedade que nos faz, em fugindo da morte, cair exatamente de modo mais profundo nos braços dela.

 

Afinal, Jesus já destruiu aquele que tem o poder da morte, a saber: o diabo. E isto para que todos ficássemos livres da fobia da morte, que é a única comida que pode erguer o poder do diabo no coração humano, levando-nos, assim, outra vez, ao cativeiro do medo que nos move para o abismo da morte, e não para o Refúgio da Vida.

 

Pense, todavia, você mesmo. E sei que Deus lhe dará entendimento de tudo!

 

Nele, que nos livrou da angustia do tempo em face do medo da morte, e nos deu a alegria do que é eterno,

 

 

Caio

 

Copacabana

2005

 

www.caiofabio.com

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O INSOLÚVEL CONFLITO ENTRE A RELIGIÃO E O EVANGELHO Wed, 4 Jun 2008 21:37:57 -0300 http://sitecristao.com/textos/devocionais/religiaovsevangelho.htm Devocionais Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que Ele estava na cidade. Muitos afluíram para o lugar onde Ele estava, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e Jesus anunciava-lhes a Palavra. Alguns foram ter com Ele conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se Dele, por causa da multidão, descobriram o telhado no ponto correspondente ao em que Ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente.

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Em que igreja alguém teria a liberdade de quebrar o telhado e baixar alguém para dentro do culto sem ser preso ou ter que indenizar a igreja por danos no telhado?

 

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Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.

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Pode haver desejo mais puro, mais humano, mais divino e mais sublime, do que este desejo de que os pecados sejam perdoados? Qualquer interpretação maligna viria do fato que eles sabiam que Jesus não só falava sério, mas que o que Ele dizia era também verdade para quem ouvia.

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Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? _________________________________

 

Somente almas adoecidas pelos ritos morais de doutrinas de pedra podem se infelicitar com a afirmação de que os pecados de um outro homem estão perdoados. Questionar tal realidade é questionar a essência do ensino de Jesus quanto ao fato que Ele mesmo ordenou que Seus discípulos perdoassem pecados, como Deus mesmo perdoa. O cerne do ensino de Jesus acerca de Deus em relação aos homens, e dos homens em relação uns aos outros, é que pecados são perdoados. Mas isto escandaliza a religião, posto que ela se julga a detentora do poder de dizer quando ou não Deus perdoou ou deve ter perdoado algum pecado.

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E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados— disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!

 

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O Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados! A ironia é que os homens crêem muito mais que paralíticos podem ser curados do que pecados podem ser perdoados. Aceitar que o Filho do Homem tem autoridade para perdoar pecados, e, aceitar que os pecados estão perdoados, os nossos ou os dos outros, é que é um grande desafio para a alma. Por isso todos crêem em ‘milagres’, mas poucos crêem em perdão; no seu próprio e no concedido e recebido por outros.

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De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e Ele os ensinava. Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.

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Procurar a Levi no escritório, no lugar das cobranças de impostos, o qual estava lotado de devedores, os quais bem conheciam quem era Levi, ou Mateus, era algo profundamente provocativo em todas as perspectivas. Mas Jesus escolhe o homem mal visto para ver o bem.

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Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com Ele e com Seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam.

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O fato de Mateus ter sido convidado e aceito andar com Jesus, certamente criou no coração de todos os cobradores de impostos [publicanos] e de todos os demais indivíduos que se sentiam marginalizados pela religião e suas leis e morais [os pecadores], bastante confiança diante de Jesus. Ele não julgava as pessoas e nem se deixava seqüestrar por estereótipos. Por isso os homens normais confiavam Nele.

 

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Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos Dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?

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Comer e beber sempre foram gestos de amizade e companheirismos. A palavra companheiro significa ‘aquele que divide o pão’—com-pan... Mas nos dias de Jesus aquele ato e com aquelas pessoas evocava uma união e uma identidade que assustava a casta dos religiosos, com suas Morais Separatistas, com seus Apartheides e com seus Campos de Separação dos demais homens. Assim, comer com publicanos e pecadores—coisa simples e normal, comum, sadia, e própria da vida—, se torna algo imenso, descomunal, carnal, impróprio, impuro, sacrílego, blasfemo. A alma que se torna moral nos sentido julgador da palavra tem em si o poder de chamar à existência as coisas que não existem. Neste caso, neste texto, nada estava acontecendo. Jesus estava apenas comendo com outros seres humanos. Mas a religião não reconhece humanidade senão nos que são clonados por ela.

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Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.

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Jesus veio para todo aquele que diz: “Miserável homem sou!”; ou para quem diz: “Sou o maior dos pecadores”; ou até para quem diz como Friedrich Nietzsche: “Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miserável dos homens.” Os fariseus ouvem Nietzsche, e dizem: “Vejam! Ele próprio se condena!” Jesus, porém, pode ouvir de outra maneira, de tal modo que até o que a religião ouve como blasfêmia, pode, para Jesus, ser apenas confissão de necessidade. Mas os fariseus não podem se igualar desta forma aos homens. Eles podem até se dizer doentes. Porém, sempre dirão que ‘eram’ doentes, ‘antes’ de conhecerem a sua religião de agora. Mas jamais se colocarão em igualdade com os doentes crônicos, e que se internam para o resto da vida aos pés de Jesus.

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Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Vieram alguns e lhe perguntaram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?

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Ninguém perdia a chance de tentar enquadrar a Jesus. Ele tinha que ceder. Alguma concessão à idiotice Ele teria que fazer. Sim, Ele precisa transigir, como fazem todos os seres que guardam alguma forma de interesse nas importâncias deste mundo. Por isso, talvez animados pelo fato de que Jesus demonstrava respeitar e amar João Batista, alguns fariseus ousaram tentar pegar Jesus em alguma forma de cooptação. Se Ele desse um dia para que tal coisa acontecesse, ou se aceitasse que se instituísse O Dia do Jejum de Jesus, na mesma hora tudo o que Ele ensinava viraria religião, e perderia o poder subversivo do Reino de Deus.

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Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar. Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão. Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.

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Jesus lhes diz que ser Seu discípulo é discernir e possuir senso de propriedade. Não se faz jejum em dia de festa. No entanto, Jesus vai mais além, e os provoca evocando uma imagem de Festa, de Bodas do Noivo, de algo que tinha suas raízes no chão da maior alegria humana—o casamento—, mas que também remetia para a imagem e o arquétipo de uma Boda Escatológica. Ele diz que há algo Do Outro Mundo acontecendo entre eles, enquanto eles pensam em jejuar. Jesus diz que quem fosse Seu discípulo, então, que entrasse naquela festa de publicanos e pecadores, pois, era ali que estava o Reino de Deus; posto que onde quer que Jesus seja bem-vindo, aí o Reino faz pouso. No entanto, Ele prossegue também denunciando a impossibilidade de que aquela ‘nova’ maneira de ver a vida pudesse ser aceita por ‘olhos antigos’. Ele diz que não tentará fazer tal implante de consciência. Na realidade, Ele diz que seria e ficaria ainda pior. Ele sabe que certas consciências se cristalizam em certos estados, e começam a perder o viço da vida. Aceitar a vida no Reino e seu espírito de Bodas é inaceitável para aqueles que vivam do luto. Aquelas pesadas estruturas de tradição jamais aceitariam o Evangelho do reino. Assim, Ele também indica que o novo estava no mundo, entre publicanos e pecadores, nas esquinas, nas vielas, nas ruas, nas festas, nos caminhos, e nas veredas todas desta existência, onde houver alguém querendo. Jesus também ensinava que nem mesmo perder tempo quebrando paradigmas Ele perderia. Ele diz que põe novo no novo e não insiste em meter o novo no velho. É grande o estrago... Com isto Ele diz que estruturas mentais que se tornam coletivas e engessadas, são como algo que envelhece como pano ou saco de couro de odres de vinho. Para Ele elas deveriam acabar por si mesmas. Mas não há aqui uma fixação de nenhum estado de inconversibilidade. Qualquer individuo pode mudar. Mas o espírito de um tempo não se converte.

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Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?

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Agora a questão é o dia do Descanso Obrigatório, o Sábado, pois é isto aquilo no que ele se tornara. Era lícito segundo a Lei de Moises que as espigas das esquinas fossem deixadas aos pobres e necessitados, para que não houvesse fome na terra, mesmo que alguém não tivesse uma propriedade. A questão, no entanto, é se no Sábado isto poderia ser feito. Essa era a preocupação da religião, sempre aflita pelas causas importantes (rsrsrs), e sempre disposta a defender Deus das irreverências dos homens. Parecia que Deus não teria descanso se tudo não parasse na Terra. O homem teria que morrer de fome por amor a Deus nas beiradas dos campos de cheios de espigas de vida. O Deus da religião é do tamanho da mediocridade e da mesquinhez dos fariseus.

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Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele?

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Jesus então escracha. Literalmente. Afinal, eles falavam de algo que existia em campo aberto e que poderia ser licito ou não dependendo do dia—no caso, o Sábado—; mas Jesus vai além, e coloca logo um questão—perguntando se nunca haviam lido acerca do assunto—que está muito mais para além de todas as expectativas. Ele diz que Davi comeu o pão sagrado, e comeu daquilo que era proibido comer em qualquer dia, e por qualquer pessoa que não fosse o sacerdote, e, ainda assim, conforme o rito..., e não pecou por isso. Assim, Jesus diz que a necessidade é maior do que qualquer lei da religião, e que o sagrado se faz santificado pela necessidade que é essencial à vida. Além disso, Ele declara o sacerdócio de Céu Aberto que Ele inaugurava, no qual todos os homens poderiam ganhar a consciência livre para saber a diferença entre o atender a uma necessidade básica da vida, e uma transgressão.

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E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.

 

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Jesus se identifica com os humanos ao dizer que o Sábado foi feito para o homem, e não o contrário; para então concluir que sendo Ele humano, e, entre os humanos, o Filho do Homem; tanto pela Sua humanidade, quanto também pela Soberania do Significado dela, Ele era o Senhor do Sábado. Todavia, o tom no qual Ele se apresenta como o Filho do Homem é de Senhor do Sábado, o que equivale a Senhor da Criação. Aquele que diz quando é a hora do descanso. Para os ouvidos puristas e doentes de religiosidade dogmática e tradicional como os dos fariseus, aquela declaração era como alfinete nas nádegas da alma religiosa. Simplesmente não dava para ser menos explicito. Quem falava era o Senhor Homem.

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De novo, entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos. E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem. E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio! Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio.

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Tudo começou com Jesus sendo provocado acerca de Sua amizade com pecadores. Depois Ele deu respostas. Agora Ele mesmo toma a iniciativa da provocação. Entra na Sinagoga e provoca. Põe um problema. E mais do que isto: Ele assume que para a mente religiosa fazer o que Ele faria seria uma “transgressão”, e faz assim mesmo. E faz tudo se explicar pelas razões de um coração paterno.

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Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada. Retirando-se os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra ele, em como lhe tirariam a vida. Retirou-se Jesus com os seus discípulos para os lados do mar. Seguia-o da Galileia uma grande multidão. Também da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele.

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Ao fim desse intenso encontro as motivações ficam estabelecidas. A religião precisa matar Aquele que a desestabiliza tão radicalmente, tirando de suas mãos o poder e o controle. Já o caminho do Reino segue para o ar livre, não para os conluios da morte e nem para a conspiração dos mesquinhos e empedernidos de justiça própria, mas sim para as gentes, para todas as pessoas, abrindo-se em todas as direções, suscitando desejo por Deus em corações muito diferentes entre si. Todos, porém, abertos para Jesus. Esta é apenas uma página do Evangelho Segundo Marcos, mas poderia ser muito bem o resumo histórico acerca de como a Religião trata o Evangelho.

 

Nele, que é maior que todas as religiões e não cabe em nenhuma delas. 

 

Caio

Copacabana

2003

1o ano do site www.caiofabio.com.

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SINAIS DO CÉU E SINAIS NOS CÉUS! Tue, 27 May 2008 15:56:43 -0300 http://sitecristao.com/textos/reflexoes/sinaisdoceu.htm Reflexões
Leia como se fosse sua primeira vez:
 
E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. Lucas 21:11
E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Lucas 21:25
E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumo. Atos dos Apóstolos 2:19
 
 
 
 
O condicionamento mental determina o que vemos ou não vemos. Ora, esses condicionamentos não nos impedem de enxergar os fenômenos, os fatos, as realidades. O que os condicionamentos fazem é nos fazer enxergar com os olhos sem registrar com importância e significado aquilo que se vê.
 
É assim com tudo!
 
Uma mulher fora de hora ou de condições de envolvimento, poderá conviver com um homem por anos sem que jamais se vejam como potencialmente candidatos ao amor. No entanto, se um deles ou ambos se abrirem, então, do nada, surge um deus grego e uma divindade egípcia: e ambos os seres apaixonados e, portanto, divinizados, se vêem pela primeira vez, ainda que tenham convivido por toda uma existência.
 
E por quê?
 
Porque o “véu do impedimento” foi retirado!
 
É assim também com a leitura dos evangelhos ou da Palavra. A pessoa que é condicionada pelas doutrinas da religião lerá apenas aquilo que lhe disseram que devera encontrar ali. Mas não estará lendo a Palavra, posto que estará lendo apenas aquilo que já lhe está sistematizado na mente pelos feitores do não-pensar.
 
Ora, o que me leva a escrever isto tem a ver com os versos transcritos no cabeçalho deste texto.
 
Sim! Pois me impressiona ver que os tais sinais dos céus acerca dos quais Jesus falou não são admitidos pela percepção humana em geral; e, de um modo especifico, estão ausentes na percepção dos cristão também, embora as manifestações de tais sinais estejam se tornando muito mais fortes do que a maioria dos fatos que nós admitimos como verdadeiros no dia a dia.
 
Sim! Nós cremos em muitas coisas que a maioria das pessoas parecem estar bloqueadas para tal admissão, embora, tais coisas, para nós parecem estar fora de questão.
 
Algumas pessoas dizem terem visto o diabo em pessoa. Nós cremos quando a pessoa é séria e lúcida. E cremos mesmo sem que tenhamos visto juntamente com a pessoa. Afinal, cremos porque Jesus disse que o diabo existe.
 
A maioria de nós também crê na existência de anjos e demônios. No entanto, a maioria esmagadora nunca viu nada; e, os que viram, em geral, viram ou sentiram apenas aquilo que alguém demonstra mediante sinais que procedem do interior da pessoa, e que os circunstantes percebem como coisa estranha e demoníaca. Nada, todavia, além disto, com raras exceções.
 
Entretanto, cremos em tais coisas porque as Escrituras afirmam a existência delas e porque nós mesmos aqui e ali temos experiências de natureza semelhante, ainda que, geralmente, de modo subjetivo.
 
Ora, se é assim, pergunto:
 
O que fazer dos “sinais dos céus” que Jesus disse que haveria antes de Sua volta ao mundo?
 
De fato Jesus fala de sinais dos céus e de sinais nos céus. Quando fala de sinais dos céus Ele deixa tudo aberto. Não há especificações, mas apenas a advertência acerca de que os céus estariam mostrando coisas estranhas. Porém, quando fala de sinais nos céus, Ele os relaciona às grandes catástrofes de natureza estelar — sejam alterações no sol, na lua, nas estrelas [que são todos os corpos celestes, de meteoritos a meteoros, a grandes massas vagando pelo espaço], sejam apenas “coisas espantosas”.  
 
Os sinais na terra parecem que começam a ser notados de modo global. Sim! Tais sinais estão se tornando fatos irretorquíveis.
 
Os sinais do e no céu [s], no entanto, não são muito levados a sério.
 
E por quê?
 
Ora, eu creio que tem a ver com duas coisas pelo menos:
 
1.      Todos os sinais dos céus foram apropriados pela ufologia, e, assim, os cristãos, por uma questão de condicionamento doutrinário, dão de ombros às evidencias esmagadoras de que existem sinais inexplicáveis e avistados hoje por milhões de pessoas sérias, bem como por equipamentos tecnológicos de confiabilidade inquestionável, e que nos mostram dia a dia a fartura de coisas que estão para além de toda explicação humana.
 
2.      A decisão Política Mundial de não tratar do tema parece deixar a questão para os loucos e esotéricos apenas, abrindo um flanco importante no que deveria ser direito de primogenitura dos cristãos sobre o entendimento de tais coisas.
 
Jesus não mandou seguir, buscar, acampar e mudar para lugares de avistamento de sinais do céu!
 
Não! Jamais faria assim. Ao contrário disso, Ele mandou que não andássemos a procura de nada, pois, na hora certa, o que nos interessa de Fato-Final, aparecerá com Grande Glória e todo olho o verá.
 
No entanto, se Ele mandou que não seguíssemos nada que não a vivencia do Evangelho onde Ele, Jesus, nos plantar, ao mesmo tempo Ele manda que mantenhamos os olhos abertos vendo todos os sinais, inclusive os sinais do céu.
 
Ora, eu não posso negar o inusitado, insólito e o inexplicável do céu, pois, eu mesmo, na companhia de meu pai e treze amigos [ainda jovenzinho], vi uma esfera prateada por alguns minutos na estrada para Itaperuna, na década de 60, a qual desapareceu diante de nós em velocidade inimaginável. Além disso, anos mais tarde, na companhia de milhares de colegas, na Escola Técnica Federal do Amazonas [com o testemunho de toda cidade], vi outra vez um objeto de tamanho imenso e que andou sobre toda a cidade por alguns minutos no ano de 1974 [os jornais daquela época têm essa história], e sobre cuja história fiz narrativa em meu livro “Confissões de Um Pastor”.
 
O que me impressiona é que muita gente já viu, mas quase todos ficam calados. Medo! Medo de serem tidos como esotéricos; ou loucos desvairados; ou mesmo como gente “crédula”. Mas, à boca pequena, muita gente diz que viu.
 
Minha irmã Suely já foi seguida por algo do gênero por 150 kilometros na estrada Manaus - Itacoatiara. Ela estava acompanhada de mais quatro pessoas, e viu aquilo por mais de duas horas, cruzando sobre seu carro e de um lado para o outro da estrada, e capaz de manobras impossíveis aos aparatos humanos.
 
O Profeta Ezequiel descreve algo que se não estivesse na Bíblia seria totalmente repudiado pelos crentes de hoje!
 
Para Ezequiel, no entanto, aquelas foram experiências com entes celestiais, com anjos do Senhor e criaturas do espírito. Essa foi a procedência do que lhe apareceu.
 
Entretanto, nada impede que se tais fenômenos possam se manifestar de modo positivo, [como foi com Ezequiel], que eles, sendo se outra natureza espiritual, possam também manifestar-se modo ruim e perverso, conforme algumas histórias narram.
 
Discípulos de Jesus não têm que andar atrás dessas coisas. No entanto, não podem fazer de conta que tais coisas não estejam acontecendo, e num volume de evidencia muito mais significativa do que se tem como demonstração em relação a muitas das coisas que dizemos crer na Bíblia.
 
Ora, é porque está na Bíblia que devemos manter os olhos abertos. E mais que isto: tais coisas não estão apenas na Bíblia, mas sim estão na parte da Bíblia cuja manifestação de Palavra está em total vigência, pois não se trata daquilo que estando na Bíblia como Livro, já não está na vigência como Testamento de Jesus para o homem.
 
Pense nisso e mantenha-se alerta e cheio de discernimento!
 
Paulo disse que nada pode nos separar do amor de Cristo; nem mesmo qualquer outra forma de criatura ou de criação.
 
 
 
Nele, que nos mandou olhar os sinais da terra e também os do céu e nos céus,
 
 
 
Caio
 
15/05/08
Lago Norte
Brasília
DF
www.caiofabio.com
www.caiofabio.com.br
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O “JESUS” QUE JESUS NÃO CONHECE! Wed, 14 May 2008 00:43:18 -0300 http://sitecristao.com/textos/reflexoes/jesusquejesusnaoconhece.htm Reflexões O ardil é simples:

A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].

Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.

Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.

Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal!

Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos].

E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo.

Assim, vão se enganando enquanto enganam!

O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida!

O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida!

Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais!

Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica!

Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas.

Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada.

Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho!

Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus!

O que esperar como bem para tal povo?

Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo.

Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem!

Nele , que não é quem dizem que Ele é,

Caio

09/05/08

Lago Norte

Brasília

DF

www.caiofabio.com

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ESTOU COMO UMA BOLA LADEIRA ABAIXO! Tue, 13 May 2008 01:18:38 -0300 http://sitecristao.com/textos/cartas/bolaladeiraabaixo.htm Cartas From: ESTOU COMO UMA BOLA LADEIRA ABAIXO!

To: contato@caiofabio.com

Sent: Monday, May 12, 2008 3:21 AM

Subject: HELP me please!

Caro Pr. Caio,

Venho nessa carta juntar-me a várias e várias pessoas que reconhecem em vc a autoridade e sabedoria que vem do alto e que necessitam de sua ajuda!

Acho que entrei em mais uma furada... Estava exercendo várias funções ministeriais; a maioria delas eu me identificava muito e exercia com muito amor e dedicação, gerando muitos frutos, e outras poucas nem tanto.

Eu era da igreja Renascer, comecei a questionar e a discordar de muitas coisas, e a me sentir um peixe fora d'água, então orei e fui me desligando. Minha filha mais velha estava começando a freqüentar uma outra igreja e eu fui com ela e me senti bem, me identifiquei, gostei do ambiente. Até que, apesar de me preocupar com as vidas que ficariam lá na Renascer, alunos que eu teria que deixar, discipulado, etc., era uma questão de escolher entre elas ou eu, pois sentia como se eu estivesse morrendo!

Falei com meu marido, (que a princípio não queria sair de lá) e acabei saindo. Foi uma luta grande, pois nem ele nem a minha outra filha queriam que eu saísse, e também não queriam sair nem muito menos irem pra outra igreja.

Foi então água mole em pedra dura...

Acabaram indo comigo sem compromisso, e o Pastor daqui todo simpático com eles...

Resumindo: estamos todos lá há mais ou menos oito meses. Pensei que os piores problemas em relação à igreja seriam na Renascer!... Hoje em dia não sei mais o que é pior! Será que eu estou ficando maluca? Não sei mais em que acredito...

Pr. Caio, me dê uma direção!

Quando fui pro Igreja, já estava fazendo um tratamento pra depressão, enxaqueca e angustia há pouco mais de um ano e fazia psicoterapia com uma psicóloga que não era cristã.

Lá na Igreja eles me falaram que eu não preciso tomar os remédios que eu tomo pra depressão... Que isso é dependência química!

Até tentei, mas não consegui, passei mal, fiquei muito ansiosa. Aí fui numa neurologista e ela está me ajudando, estou fazendo um tratamento há dois meses com FRONTAL 0,5, SERTRALINA, TOPIRAMATO E QUANDO PRECISO RIVOTRIL SUBLINGUAL DE 0,25. Mas, não falei com ninguém lá na Igreja que ainda tomo todos esses remédios...

O pastor falou pra mim que eu não tomasse remédio pra dor, que eu agüentasse... Não testificou, achei esquisito, continuei meu tratamento.

A psicóloga realmente eu larguei porque além do meu marido implicar eu não estava me identificando.

No início desse ano, passei uma luta tremenda com minha mãe, que teve um infarto e foi internada às pressas, de madrugada. Quase a perdemos! Precisou fazer uma angioplastia e teve um outro infarto na sala de cirurgia... Consegui transferi-la depois de muita oração, tive que processar o plano de saúde e graças a Deus ela foi pra um hospital perto da casa dela, onde meu pai podia vê-la todos os dias, e onde eu pude ficar com ela na UNIDADE CORONÁRIA como acompanhante. Enfim, passei dois meses nessa batida... Decepcionei-me muito com o pastor e a pastora (da atual Igreja), que não foram nenhuma vez visitar minha mãe. Não entendi nada! Falamos várias vezes com eles... Em nenhum momento se interessaram em ir... Acabei perguntando! Teve um dia que disseram que não atendiam ao telefone porque estavam em jejum; em outro dia disseram que Deus falou pra eles não irem...

Tinha horas que eu precisava de companhia. Eu ficava direto lá no hospital... Apesar de orar, ler livros, a bíblia, ouvir louvores, eu sentia necessidade de um ombro. Aí liguei pra uns amigos nossos que são pastores de outros ministérios, eles na mesma hora quando souberam foram lá, oraram pela minha mãe, me fizeram companhia, mamãe aceitou Jesus!

Senti mesmo que Deus providenciou outras pessoas para irem lá, e quando o pastor da Igreja soube, ele ficou sério, parece com ciúmes, sei lá, tudo muito estranho. Agora, minha mãe já está em casa a dois meses, fazendo oxigenoterapia, também nunca quiseram ir lá. Tudo isso me fez ver amigos que eu não sabia que tinha se reaproximarem, e outros que eu julgava amigos não aparecerem nem uma só vez.

Agora, uma outra situação me desapontou: Um rapaz lá na Igreja estava se aproximando da minha filha mais velha, chegando a perguntar para amigos em comum se ela estaria interessada em alguém, se ele teria chances com ela, como ela era, do que gostava etc. Convidou-a p/ sair algumas vezes em grupo, sempre se aproximava dela, mandava recadinhos etc. Ela começou a se interessar por ele e até pensou em namorá-lo. De repente, de uma hora p/ outra o rapaz fica indiferente e aparece na igreja com outra, mas só acompanhado sem mãos dadas nem nada, porque lá na Igreja antes de qualquer coisa tem que ter autorização do pastor pra orar alguns meses e depois se for de Deus poder namorar. Algumas pessoas na igreja já estão comentando que o rapaz está orando com a tal garota. Quando vi minha filha decepcionada e sem entender nada, fui falar com o pastor. Perguntei a ele se ele sabia de alguma coisa, ele disse que não, que o rapaz estava só vendo se era de Deus primeiro. Então eu contei que o rapaz há pouco tempo estava interessado na minha filha e que ela estava triste. O pastor disse que o rapaz NUNCA esteve interessado na minha filha e que a minha filha não está preparada pra namorar nenhum rapaz de DEUS, porque há pouco tempo atrás ela estava ainda nas baladas! Engoli em seco, mas depois fiz questão de mandar um e-mail pra ele com provas que o rapaz tinha se interessado sim pela minha filha e que todos estavam sabendo desse quase namoro dele com a outra garota. Para minha total surpresa, o pastor me contou então que a garota é a ex-esposa do rapaz que vendo a mudança na vida dele está vindo p/ igreja, e continuou dizendo que o rapaz é um santo e que a minha filha está com a motivação errada, que a motivação dela tem que ser Jesus e que o rapaz nunca quis nada com ela, que eu estou a superprotegendo, que eu tenho que edificar a minha casa só na oração... Que o rapaz e a garota será mais casamento restaurado na igreja, que eu fui usada pelo diabo pra manipular ele contra o rapaz! E falou que não ia ver as provas porque não era certo e que na igreja tudo ele sabia o que estava acontecendo com as ovelhas.

Socorro! Não sei mais o que pensar, não sei onde estou,não consigo entender porquê o pastor coloca a mão no fogo pelo rapaz e não vê o lado da minha filha. Eu conversei com ela e ainda não contei tudo que o pastor disse a respeito dela, porque acho que não seria nem um pouco positivo. Com tudo isso, ela está bem, já falou que não quer saber mais desse rapaz, eu falei que Deus tem o melhor pra ela.

Por favor, Pr. Caio, me responda! Com relação ao meu marido, há pouco tempo, antes dessa ultima situação acontecer, eu abri meu coração com o pastor e a pastora, num dia de crise aqui em casa, e falei sobre a instabilidade de humor do meu marido, sobre muitas vezes ele ser generoso com outras pessoas e não ser comigo. O pastor me disse que Deus tinha mostrado a ele que meu marido tinha seqüelas na mente por ter sido viciado em drogas durante 25 anos... Mas que Deus iria curá-lo. Que meu marido precisava de libertação e que precisava se converter! E ainda falou que os dias estavam contados e que Deus ia ensinar ao meu marido, mesmo que fosse da pior forma! Desde esse dia, nosso casamento está abalado, pois sinto que não tenho tido o carinho para lidar com ele que eu tinha antes.

Caio, (se posso lhe chamar assim), por favor, me ajude! Será que eu estou tão errada assim em tudo? Eu não sei mais o que pensar nem dizer a respeito dessas coisas... Só mais uma coisa, eu te peço, se for por um acaso publicar essa carta, não diz o nome da igreja que eu estou, ta?

Desde já agradeço.

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Resposta:

Minha querida irmã: Graça e Paz!

Sua carta reflete o que acontece de loucura no ambiente da “igreja gueto”. E, nesse aspecto, não faço apenas referencia ao lugar do qual você saiu e ou apenas ao lugar para onde você [vocês] foi e está.

Não! O seu problema de hoje é o “normal” nessas “igrejas” nas quais o “pastor” é um interventor na vida dos discípulos.

Sim! Eles não crêem em Deus! Não crêem que Deus cuida! Não crêem que Deus trata! Não crêem que Deus é Deus e não deu a nenhum homem a prerrogativa de fazer como eles fazem em nome de Deus!

Não! Eles têm que se meter! Têm que ser “deuses” nas vidas dos irmãos! Tragédia!

O lugar no qual você estava é ruim por outras razões. Mas eles pelo menos não se metem tanto na “vida privada”, exceto se mexer no bolso ou na autoridade deles. Aí, porém, onde você está agora, a coisa é assim mesmo: o pastor é Deus dos particulares da vida humana!

Além “deles” existem “vocês” como parte do problema. Sim! Pois “vocês” se tornaram aqueles crentes teleguiados, e que só dão passos se o “pastor” estiver validando!

Ou seja: eles estão doentes e vocês também!

O nome dessa doença é “igreja-acefalia”!

Mais do que qualquer coisa vocês precisam conhecer o Evangelho como Boa Nova e como caminho de entendimento e de liberdade responsável e lúcida!

Recomendo a você a ajuda que posso dar, a saber:

1. A leitura do Novo Testamento como se fosse pela 1ª vez na vida. Sim! Leia tudo outra vez!

2. A leitura do www.caiofabio.com – no qual vocês encontrarão todo o entendimento de que precisam agora a fim de se re-posicionarem na vida.

3. A audição da rádio do site, no qual vocês ouvirão mensagens do Evangelho como ele é: simples e libertador.

4. A congregação do “Caminho da Graça” no caso de vocês morarem em um lugar onde haja Estação do Caminho. No meu site você tem todos os endereços no link “Caminhando”.

Faça isto durante um mês e me escreva!

Sinceramente duvidarei se as coisas continuarem as mesmas em sua mente!

É o que responsavelmente posso lhe dizer hoje!

Receba meu carinho!

Nele , que nos chama à liberdade e à paz,

Caio

12/05/08

Lago Norte

Brasília

DF

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JESUS LIA AS ESCRITURAS Tue, 13 May 2008 00:59:38 -0300 http://sitecristao.com/textos/reflexoes/jesusliaasescrituras.htm Reflexões AJUDE-NOS A COMBATER OS ATEUS! Tue, 13 May 2008 01:17:44 -0300 http://sitecristao.com/textos/cartas/ateus.htm Cartas From: AJUDE-NOS A COMBATER OS ATEUS!

To: contato@caiofabio.com

Sent: Tuesday, March 04, 2008 12:14 AM

Subject: Ateísmo

Olá Caio!

É um prazer falar com você. Sempre admirei seu trabalho e li alguns livros seus e sempre percebi inteligência e honestidade em suas publicações.

Desejo a você sucesso neste novo projeto.

Será que você podia dar algumas respostas Inteligentes aos céticos, agnósticos e ateus, que vem se organizando e Debochando de tudo que esta relacionado a Deus?

www [deu o endereço do site de um rapaz de 25 anos que se arvora a escrever sobre ateísmo].

e etc....

Acredito que você já tenha algo pronto, se não tiver é um material extremamente necessário para nós.

A J U D E N O S! SOCORRA-NOS.

Fica na paz!

Abraços,

_________________________________________________________________________

Resposta:

Meu filho querido,

Se sua carta tivesse chegado há trinta anos, certamente eu escreveria um livro contra a idéia do moço do site. Hoje, porém, depois de muitas viagens e jornadas, digo a você apenas o seguinte:

Não perca seu tempo com isso. Você apenas alimentará o rapaz. É um menino de 25 anos, presunçoso, que nunca levou um pau da vida, que pensa que existência é livro, e que ainda vai saber com quantos paus se faz uma cangalha.

Não divulguei o endereço do tal portal porque não estou aqui para promover o que não creio. Também porque tudo o que não desejo provocar é uma avalanche de cartas de crentes sobre o rapaz ateu, pois, isto apenas alimentará ainda mais a necessidade dele radicalizar-se naquelas tolices.

Deixe que Deus, que o ama, cuida dele do modo certo!

E mais; Deus não precisa de defesa. Você é que parece precisar. Se for você, me fale; pois, Deus eu sei que não precisa nem de defesa e nem de defensores.

O moço é um tolo vaidoso. Tem um site para os filósofos e um outro para o seu caos particular. No 1º ele tenta mostrar cultura. No 2º ele mostra a inventividade de sua imaturidade livresca.

É só isto!

Não perca seu tempo.

Faça como Jesus: pregue para quem quer ouvir!

Crente é que sente essa terrível obrigação de pregar pra quem não quer ouvir, isso enquanto deixa de se dedicar a quem quer ouvir e saber mais.

Jesus não era assim!

Você lembra de Jesus procurando algum grupo hostil e tentando de todos os modos falar com eles?

Trate os homens como Jesus tratou e não se preocupe com nada mais; pois, o mais, Deus fará.

Deus é! Ele está presente. E Ele age e fala. É confiar!

Em minha opinião os ateus que revoltam a Deus não são como esse menino da internet, mas sim os que pregam e falam de Deus sem crerem Nele.

Receba meu beijo, e também minha palavra, que é fruto de experiência.

Nele, que fala de Si mesmo a quem Ele mesmo deseja falar,

Caio

04/03/08

Lago Norte

Brasilia

DF
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Você está em adultério com Jesus? Tue, 4 Mar 2008 15:04:45 -0300 http://sitecristao.com/textos/cartas/adulteriocomjesus.htm Cartas From: VOCÊ ESTÁ EM ADULTÉRIO COM JESUS ?

Sent: Saturday, March 01, 2008 2:20 PM

Subject: Igreja Bola de Neve e "sua doutrina" de não poder casar novamente.

Caio,

Gostaria de saber sobre artigos ou cartas em que você esclareça sobre esta doutrina que a Bola de Neve vem colocando: que se divorciando não pode casar-se novamente, e sim somente com um único marido na vida, mesmo que tenha havido infidelidade.

Minha amiga teve um casamento de 8 meses e o marido se envolveu com drogas, adultério e brigas.


Houve a separação, porem, a moça foi para esta igreja, Bola de Neve; e lá disseram para ela que "Ou você volta com seu marido ou deverá ficar solteira e esperar a morte do mesmo.”

Ela se encontra infeliz, pois não consegue viver bem emocionalmente e nem tampouco deseja a morte do ex-marido para que possa casar-se novamente.

Tentei falar que a Graça de Deus está acima disto, mas o jugo que colocaram sobre ela deixou-a confusa e a ponto de se desviar por completo e viver na prática deliberada e sem compromisso com Deus, já que para ela não teria "solução", e estaria em constante pecado...

Este é o preço de uma doutrina que se apega em textos para dizer que o casamento é para sempre.

 

Se pudesse me ajudar com algum texto (artigo) bem explicativo, pois, iria repassar para ela.

No demais agradeço a atenção.

_______________________________________________________________

Resposta:

Meu querido amigo: Graça e Paz!

Veja Você!

A coisa é mesmo uma bola de neve !

Inspirados em uma interpretação bíblica que faria de Jesus um grande liberal no trato do assunto e das pessoas, eles, em nome de Jesus, induzem uma menina a desejar a morte do marido, mantendo-se em estado de vigília emocionalmente homicida; ou, como aconteceu, entregam-na aos braços da promiscuidade.

É ou não é uma bola de neve ladeira abaixo?

Jesus disse que “ em caso de relações sexuais ilícitas ” o que foi traído está livre para não apenas se divorciar, mas casar novamente sem qualquer preocupação.

Eles, porém, querem ser mais justos que Jesus. Tornaram-se fariseus; e se estivessem diante de uma situação com Jesus sem saber que Jesus era Jesus, ficariam do lado dos fariseus e dos tiranos dos homens.

A bola de neve da Lei não reconhece Jesus!

Paulo diz aos Romanos que a Lei morreu em Cristo [e afirma o mesmo em todos os seus escritos e mensagens]. Também escrevendo aos Romanos [cap. 7], ele ilustra a morte da Lei como marido de cada um de nós, dizendo que com a morte do marido-lei [que morreu em Cristo, na Cruz] estamos livres para casar de novo; posto que Jesus cumpriu a lei do casamento na Cruz, a fim de que não apenas fiquemos livres da Lei como meio impossível de salvação, mas, sobretudo, fiquemos livres para casar na aliança da Graça; sendo assim postos numa nova relação: casados com Cristo como gente que um dia esteve esposada pela Lei. Gente que ficou livre para viver outra vez em razão do marido ter morrido para sempre e sem chance de ressurreição. Não há ressurreição na Lei e para a Lei.

Eles, no entanto, não lendo direito Romanos sete, aferram-se ao texto, quando diz: “... a mulher está pela lei ligada ao marido enquanto este vive ...” — e, assim, ressuscitam a Lei na forma da vigência da Lei como Lei, fazendo com que a lei do casamento tenha ficado fora da Lei que em Cristo morreu na Cruz. E se alguma parte da Lei ficou fora do poder da Cruz, então Jesus morreu em vão.

Parece coisa da família Adams. Na Cruz teria morrido quase todo o corpo da Lei, menos “a Mão”, que, nesse caso, seria a vigência da Lei na forma da não inclusão da lei do casamento no todo da Lei que em Cristo morreu sem com Ele ressuscitar.

Ora, Paulo apenas dizia que na lei a mulher está ligada ao marido enquanto este vive; e, como Jesus é aquele que cumpriu toda a Lei [e morreu em tal cumprimento absoluto], a Lei com Ele morreu; porém, com Ele não ressuscitou; pois, Jesus ressuscitou dos mortos para que todos nos casássemos com Deus mediante a fé, e em total Graça divina — o que seria totalmente ilícito se a Lei estivesse viva.

No entanto, nossas grandes certezas não vêm de Paulo, mas de Jesus mesmo, no modo como tratou os quebrados e arrebentados desta vida.

Essa “doutrina” nada de Jesus. De fato, ela é anti-Jesus; pois, nega o que Jesus encarnou como amor em favor de todos os homens, dentro e fora da Lei.

Sim! Se a Lei estivesse viva todos nós estaríamos em adultério com Cristo , afirmando que somos salvos por Sua Graça, e não segundo a Lei.

Se a Lei [toda ela] não morreu na Cruz, então, somos bígamos e adúlteros; pois, estando casados com a Lei, nos apaixonamos e nos amasiamos com Jesus mediante a sedução da justiça da fé [a qual é oposta à justiça da Lei] — sendo, portanto, segundo a Lei, seres em estado de adultério espiritual, que é de fato como se sentem a maioria dos “cristãos”, visto que confessam Jesus com os lábios, porém, interiormente, existem sob as angustias da traição à Lei [o marido]; e, mais cedo ou mais tarde, cedem: terminam o caso com Jesus , e voltam para o marido-Lei. Depois ficam com saudades de Jesus e sem coragem de deixar a Lei. E, assim, vão levando, sem Lei e sem Jesus. Viram “crentes” em estado de angustia e culpa.

O pior é quando a pessoa um dia casou direto com Jesus , sem conhecimento da Lei, solteira de tudo, desgraçadamente livre caminhante da morte; e, assim, graciosamente, vem a conhecer Jesus, para, então, depois de um tempo , conhecer a Lei e fazer opção pela falsa segurança que ela oferece; e, assim, deixar Jesus, indo morar na casa do Zumbi-Lei, dando-se a ele em devoção apavorada e estúpida.

Diga à sua amiga que estou chamando para a mim a responsabilidade do que digo, diante de Deus, se o que digo não for a verdade do Evangelho de Cristo Jesus!

Peça à sua amiga que leia esta carta e que entre no site e comece a ler o que aqui existe como Graça de Deus para ela. Peça a ela em meu nome que pare com essa loucura, pois, não há nenhuma condenação para quem está em Cristo Jesus.

Minha oração é no sentido de que a mente dela seja desanuviada por completo, e que ela enxergue a grandiosidade da salvação que está a todos nós oferecida em Jesus.

Não sei de onde você escreve, mas veja se há uma Estação ou grupo do Caminho da Graça por aí. Sim! Veja no site, no link Caminhando ou clicando no ícone do Blog do Caminho. Em ambos os lugares há uma lista das Estações e grupos.

Receba meu abraço.

Nele , em Quem morreu “o marido” que me batia e me matava ,

Caio

03/03/08

Lago Norte

Brasília

DF

OBS: No site há algumas cartas que tratam de questões ligadas ao grupo ao qual você fez menção.
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A religião acha Jesus louco - sempre achou! Tue, 4 Mar 2008 14:59:44 -0300 http://sitecristao.com/textos/reflexoes/jesuscomolouco.htm Reflexões  

Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. 1 Coríntios 3:18

 

Porque, se enlouquecemos, é para Deus; se conservamos o juízo, é para vós . 2 Coríntios 5:13

 

Nada é mais libertador para o homem de consciência do que ver-se livre dos demônios da coletividade hipócrita. Entretanto, dura coisa é essa.

Na verdade a maioria dos que ficam livres dos demônios da coletividade são aqueles que se tornam os demônios da coletividade — como é o caso de ladrões, homicidas, estelionatários, corruptos e toda sorte de perverso e de bandido.

Esses, quando presos, cobrem o rosto não de vergonha, mas apenas para proteger a identidade, visando os negócios futuros e a liberdade de ir e vir sem serem identificados.

Mas não é de demônios humanos que assolam a coletividade acerca do que aqui falo.

Refiro-me sim ao oposto disso. Trato de gente boa e honesta, mas que tem a consciência cativa de opiniões (boas ou más).

Isto porque a sociedade criou padrões aos quais chama pelo apelido de reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência, coisas pelas quais as mentes fracas estão dispostas a matar ou morrer; e até suicidarem-se.

Ora, é por tais “valores de cera” que se mente (para manter a reputação), se mata ou digladia (para manter a honra), se fazem inimigos (para manter a dignidade), esconde-se da verdade de ser (em razão da vergonha dos outros acerca de nós), cria-se uma persona fantasiosa para consumo público (a fim de manter a imagem), e adquirem-se bens e símbolos de poder e por eles faz-se qualquer sacrifício (tudo em razão do poder da aparência).

Quando eu era menino fui educado em quase todos esses valores, exceto no que tangia à imagem e à aparência; pois, na casa de meu pai (avós, tios, tias, etc.) esse tipo de farisaísmo nunca existiu.

Na juventude alienada do Evangelho chutei tudo isso para fora do campo, para o fosso, e num fosse tão distante quem nem os gandulas conseguiriam ir buscar tal bola.

Então conheci o Evangelho; e, com ele, pela via do convívio com os crentes, de súbito me vi preocupado com tudo isso — reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência.

Assim, tomei muitas decisões em razão desses demônios educados, mas que nada têm ou tinham a ver com Jesus.

Afinal, tais coisas só têm a ver com Jesus quando se tem a coragem da verdade que é; mesmo quando à volta se chama a bondade do nosso andar por nomes que o falsificam como se fossemos transgressores e amantes do que é mal.

Nesse caso o que é reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência — não são a mesma coisa que tais adjetivos significam para a sociedade hipócrita. De fato, muitas vezes eles significam o contrario.

De um modo geral, entretanto, nem mesmo é bom usar tais termos, posto que eles quase nunca retratam a verdadeira reputação (que tem que ser verdadeira), nem a honra (que tem que ser o que é, sem defesa), nem a vergonha (que tem que ser apenas a tristeza do arrependimento), e nem a imagem e nem a aparência (que têm que ser a cara da gente, e não a nossa máscara).

Jesus, entretanto, disse que tudo o que é elevado entre os homens (e assim mantido pela vida do status e das vaidades relacionais divorciadas da verdade que é) é abominação diante de Deus.

Assim, Ele não deu a mínima para reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência — não conforme os demônios da coletividade; e que nos dias Dele tinham nos religiosos os mais ardorosos Xerifes de tais “virtudes de plástico”; e que tinham nos fariseus os executivos verdugos e carcereiros dos juízos que sobre tais fundamentos de areia são construídos.

Pela reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência — Jesus não teria feito nada, dito nada, realizado nada.

Afinal, como Jesus seria Ele mesmo preso aos demônios da reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência?

Desse modo [conforme Isaías] olhamo-Lo e não vimos imagem, nem aparência e nem formosura, e nem mesmo vimos qualquer coisa que não fosse como uma raiz de uma terra seca; ou ainda, que não fosse como a reputação de um amaldiçoado, ferido de Deus e oprimido. Sim! Um de quem os homens escondem a face e dele não fazem caso; ou seja: desprezam.

Ora, Jesus não ficou assim na Cruz; ao contrario, Ele foi à Cruz por ser visto assim pelos homens!

Ora, além de ver o modo como o trataram e o desprezaram e Dele não fizeram caso, basta também ver os títulos que a Ele deram.

Louco : foi o que disseram os seus familiares; e, depois, os religiosos: “Estás louco?”.

Samaritano louco : foi o que Dele disseram quando Seu amor pelos excluídos ofendeu os incluídos por si mesmos; e quando disse sobre Deus o que eles não podiam suportar.

És Samaritano e tens demônio : afirmaram a fim de ofenderem-no [como se pudessem] chamando de herege sem pedigree puro [Samaritano] e de demente [tentando fazer com que o povo o visse como um desequilibrado].

Suicida : foi o que Dele disseram quando Ele disse: “Procurar-me-eis e não me achareis...”. Disseram: “... tem Ele a intenção de suicidar-se?” — e isto com muita ironia.

Possesso de demônios e possesso de Belzebu : foi o que disseram quando [no 1º caso] Ele disse que era Um com o Pai; já associado ao maioral dos demônios (Belzebu) eles disseram quando Ele expulsou demônios apenas com a Sua palavra [no 2º caso]; o que revelaria uma “intimidade” ente Jesus e Belzebu.

Blasfemo : foi o que Dele disseram o tempo todo, até conseguirem leva-Lo à execução por heresia.

Tens demônio : disseram Dele SEMPRE que Seu discurso ofendia a razão religiosa.

Glutão e bebedor de vinho : diziam Dele por sentar em todas as mesas e não fazer acepção de pessoas.

Amigo de pecadores : em razão de que os marginalizados amavam Sua companhia.

Embusteiro : quando temeram pela Sua ressurreição e decidiram criar uma versão de roubo do corpo; o que veio a prevalecer entre os judeus de então.

E assim vai... E tem mais... Mas esses “títulos” nos bastam a fim de ilustrar a perversidade religiosa ante a verdade incontestável. Afinal, por eles [pelos títulos] Jesus se tornou PHD em anti-titularidade religiosa e moral.

Assim, quem se preocupa com reputação, honra, dignidade, vergonha, imagem e aparência... — ainda nada entendeu do Evangelho!

Re-puta-ção é, de fato, aquilo que se atribui acerca de alguém; sendo que reputar é o imputar que se faz resposta pública à conduta de uma pessoa; boa ou má (do ponto de vista da moral pública). No fim, no entanto, torna-se algo mais comum para a ação da puta que deseja não ser uma re-putada fora da hora de trabalho [Rsrsrs]. Reputação é o que os outros dizem de nós, mas não tem necessariamente nada a ver com quem somos.

Honra é o sentimento da justiça-própria feito direito até de matar. Os crimes contra a honra foram por muito tempo justificáveis.

Dignidade é a valentia dos que sabem que n